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sábado, 15 de outubro de 2016

Horário de Verão começa neste Domingo


O horário de verão entrará em vigor no próximo domingo (16) em dez estados mais o Distrito Federal. A partir de meia-noite de sábado (15), os moradores devem adiantar os relógios em uma hora. O horário de verão vai durar até o dia 19 de fevereiro de 2017.

O governo federal estima que irá economizar R$ 147,5 milhões. O valor representa o custo evitado em usinas térmicas por questões de segurança elétrica e atendimento à ponta de carga no período de vigência do horário de verão.

                                                      


O horário diferenciado vale para os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, além do DF.
Entre os objetivos está a redução da demanda durante o horário de pico, que vai normalmente das 18h às 21h. Com o horário de verão, a iluminação pública, por exemplo, é acionada mais tarde, deixando de coincidir com o horário de consumo da indústria e do comércio.

Redução do consumo

Segundo o governo, nos últimos dez anos, a medida tem possibilitado uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de maior consumo e uma economia absoluta de 0,5%. Isso equivale, em todo o horário de verão,  ao consumo mensal aproximado de energia em Brasília, com 2,8 milhões de habitantes.

O governo explica que o horário de verão possibilita a ampliação do período de maior consumo, reduzindo o volume de carga de energia nas linhas de transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição num mesmo momento, o que reduz os riscos de apagões.

No Brasil, o Horário de Verão tem sido aplicado desde 1931/1932, com alguns intervalos.

Segundo as pesquisas, o horário de verão pode afetar o tempo de prática de atividades físicas, no número de acidentes de carro e até no período em que funcionários passam navegando na internet de forma improdutiva durante o expediente.
(G1)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Nova lei de terras 'esfria' interesse de americanos no agronegócio brasileiro




A legislação do Brasil para a compra de terras nacionais por estrangeiros, que desde o ano passado ficou mais rígida e limitada à aquisição de áreas de no máximo cinco mil hectares, "esfriou" a disposição dos americanos em investir no agronegócio brasileiro.
Para o norte-americano Michael Gretter, natural de Iowa e que desde 2005 planta soja e milho no Brasil, a postura mais rígida do governo reduziu um pouco o apetite dos produtores americanos em buscar propriedades e fixar residência no Brasil.
“Eu acho que o interesse persiste mais entre os jovens.  A fala do governo sobre regular os investimentos desacelerou um pouco, é uma lei complicada. Entre 2003 e 2005, era muito mais fácil encontrar americanos hospedados aqui em Luis Eduardo Magalhães (BA) procurando terras”.
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, diz que o governo prepara a flexibilização de tais restrições, já que o objetivo é apenas barrar movimento especulativo com a terra brasileira
Desde o ano passado, um parecer da Consultoria-Geral da União (CGU) aprovado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e divulgado em agosto limitou a venda de terras brasileiras a estrangeiros ou empresas brasileiras controladas por estrangeiros a no máximo cinco mil hectares. A soma das áreas rurais controladas por estrangeiros também não poderá ultrapassar 25% da superfície do município.
Na opinião de Gretter, a melhora global nos preços dos grãos desde o ano passado – que tornou o cultivo de soja mais lucrativo em todo o mundo, inclusive nos EUA – também pode ter contribuído para diminuir a motivação em deixar o próprio país para obter mais lucro com a atividade agrícola. "Quando eu vim, a rentabilidade estava mais baixa", diz.
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, diz que o governo prepara a flexibilização de tais restrições, já que o objetivo é apenas barrar movimento especulativo com a terra brasileira, como a compra de lotes por fundos de investimento ou investidores que não têm foco na produção.
“A terra é um bem muito valioso no Brasil, e tem perspectiva de valorização muito grande. Não queremos transformar a terra brasileira em mais uma commodity para o mercado financeiro”, afirmou o ministro.
Conforme afirmou Rossi ao G1, o governo deve divulgar em breve uma nota técnica que especifique essas regras para deixar mais clara essa diferenciação entre especuladores e investidores, e assim evitar que sejam afetados  produtores que queiram se estabelecer no Brasil para produzir internamente e estimular a economia.
“Precisamos estimular que eles venham, comprem a terra, façam seus investimentos e nos ajudem a produzir, a gerar emprego, a exportar. Queremos esclarecer o parecer da AGU que proibiu a compra de terras por estrangeiros; flexibilizando-o, permitindo a compra para investimentos produtivos”, disse Rossi, que não precisou data para a divulgação do comunicado.
Reportagem publicada no dia 6 de março pelo jornal britânico  "Financial Times" diz que o Brasil planeja restringir especuladores de terra no Brasil e que permitirá apenas a presença de investidores "genuínos" para atender ao interesse brasileiro de atrair investimento privado para o setor agrícola.
A publicação cita ainda que o Brasil é um dos poucos países do mundo com capacidade para aumentar a produção de alimentos em um mundo onde a demanda por comida só aumenta, mas que precisará de "enorme investimento doméstico e estrangeiro" para atingir seu potencial.
Aluguel de terras
Gretter, 55, planta 1,6 mil hectares de soja, milho e algodão em terras que ele aluga em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, de um produtor brasileiro que viu no negócio a oportunidade de trocar os riscos climáticos e financeiros da atividade rural pela tranquilidade de receber uma renda fixa uma vez por ano, quando acontece a colheita.
Imagem aérea mostra áreas plantadas na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA) (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo) 
    Imagem aérea mostra áreas plantadas na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA) 
(Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

A transação é calculada e paga em sacas de soja, a um preço médio de 8 sacas por hectare, segundo apurou o G1. Com base no preço da saca de soja de preço médio de R$ 42/saca de 60 quilos na região em fevereiro, medidos pela AIBA (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), o valor recebido por ano pelo dono das terras que o americano aluga seria de cerca de R$ 540 mil.
Queremos esclarecer o parecer da AGU que proibiu a compra de terras por estrangeiros flexibilizando-o, permitindo a compra para investimentos produtivos"
Wagner Rossi, ministro da Agricultura
“Alugar a terra é uma opção que tem funcionado bem, nos poupou um pouco das questões legais, é mais simples”, diz Gretter, que agora visita os EUA apenas duas vezes por ano e diz que as leis e regulamentações brasileiras, junto com a barreira idiomática, é uma das principais dificuldades do negócio.
A administração da produção, tanto aqui quanto dos 3 mil acres que ele ainda mantém em Iowa, é feita em parceria com irmãos e amigos que preferiram continuar residindo nos EUA.
"A parte do plantio é muito parecida, já tem muito da tecnologia de lá disponível aqui", diz ele, que nesta safra plantou algodão pela primeira vez, atraído pelos bons preços do mercado.
Dados do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães apontam que há cerca de 30 produtores vindos dos EUA cultivando a terra na região; destes, metade opta por alugar a terra em vez de comprá-la. Há ainda estrangeiros de outros países.
“Temos holandeses, alemães que também plantam por aqui” , diz Vanir Kölln, presidente do sindicato, que estima a presença de 50 estrangeiros nas cercanias de Luís eduardo Magalhães e diz que o número tem se mantido estável nos últimos anos. "Muitos também fracassaram e foram embora", explica.
Mike Gretter (de amarelo), ao lado do irmão e amigo: são sócios só vêm ao Brasil para visitar. (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo) 
Mike Gretter (de amarelo), ao lado do irmão e amigo: sócios só vêm ao Brasil para visitar.
  (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo) Falta de informação

Kory Melby, de Minesota, já mora há oito anos em Goiânia, onde tem esposa e filha brasileiras. Veio atraído pela terra barata e a alta produtividade, e hoje trabalha como consultor para americanos que, como ele, chegam com muita curiosidade e pouca informação consistente sobre o Brasil.
"Eu recebo muitos fundos de investimento, homens de Wall Street (referindo-se ao mercado financeiro norte-americano), que não sabem nada de agricultura. Mas daí agora porque agricultura está 'quente', eles precisam alguém para reunir todos esses dados brasileiros e colocar em uma forma conveniente em inglês", diz Kory, que acredita que o produtor mediano dos Estados Unidos, em geral, não está preparado para ser bem-sucedido no Brasil.
"Muitos vêm e acham que já vão fazer sucesso aqui. Mas daí encontram choque cultural, choque da língua, choque de tudo. E aí a tendência é de fracasso.", diz Melby,que alega ter sofrido até adquirir tanta experiência para aconselhar seus conterrâneos.
"Aprendi que para vencer no Brasil você não pode ter atitude superior, tem que trabalhar junto com os brasileiros. Tem que  aprender a língua e se engajar socialmente: ir em igreja, evento da cidade, aniversário de criança. Muito aniversário de criança", ensina o consultor em português compreensível apesar do sotaque.
'Sweet home' na Bahia

Hotel no interior da Bahia foi criado para ser ambiente de negócios para estrangeiros. (Foto: Ligia Guimarães/G1)  
Hotel no interior da Bahia foi criado para ser ambiente de negócios para estrangeiros.
                                           

A presença estrangeira no oeste baiano é tão forte que motivou a criação, há sete anos, de um hotel idealizado para ser um ambiente de negócios onde investidores norte-americanos se sintam “em casa”, em pleno oeste da Bahia.
O Saint Louis, batizado em referência à homônima produtora de grãos nos EUA, tem o arco da cidade como símbolo e recebe cerca de 60 pessoas por dia.

“Temos um ritmo atípico para a região porque funcionamos mais como os hotéis de Brasília; cheios durante a semana e com menos ocupação nos finais de semana”, conta o gerente Diego Mariano, cuja família veio do sul para produzir em Luis Eduardo Magalhães e hoje é uma das proprietárias do Saint Louis.
O mais difícil, avalia, é qualificar mão-de-obra para atender clientes internacionais: a grande maioria dos funcionários do Saint Louis não fala inglês.
O G1 esteve em Luís Eduardo Magalhães como parte de um roteiro de dez dias e mais de 5 mil km de viagem pelas lavouras de várias regiões do Brasil. De carona nas caminhonetes da Expedição Safra, projeto do jornal Gazeta do Povo que mapeia a produção agrícola no país, a repórter visitou as cidades de Cascavel, Toledo, Catanduvas e Londrina, no Paraná; Goiânia (Go), Luís Eduardo Magalhães (BA); a comunidade de Nova Santa Rosa, em Uruçuí (PI) e Brasília (DF).

Fonte: G1

terça-feira, 8 de março de 2011

Avôs da menina Lavínia contam detalhes do crime


RIO - Em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, do programa "Mais Você", da TV Globo, os avós paternos da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, de 6 anos, assassinada pela amante do pai , falaram sobre o crime brutal do qual a neta foi vítima. Eles falaram ainda que não sabiam que o filho tinha uma amante até o dia do desaparecimento de Lavína, na última segunda-feira. Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos), o avô paterno e os pais da menina Lavínia serão chamados para depor na segunda-feira depois do carnaval.
- O Rony é uma pessoa tranquila. Ele vivia tão bem com a Andréa. Ele não é de farra. Não bebe, não fuma. Ficamos bobos quando soubemos que ele estava com essa mulher - disse Dona Marta, avó de Lavínia.
Adão do Carmo de Oliveira , avô da menina, afirmou que não existe possibilidade de Luciene ter assassinado a menina sem ajuda, uma vez que ela precisava subir dois lances de escadas antes de chegar na menina. Ele disse ainda que sabia que Luciene estava com Lavínia:
- Quando chegamos, a tal Luciene estava chegando. Ela me atendeu. O Rony estava junto. Perguntei: "Cadê minha neta?". Ela disse que não sabia. Falei: "Você tem que dar conta da minha neta". Ela me olhou tão fria, mas tão fria, que me chamou a atenção. Pensei: "Minha neta não está morta. Vou negociar". Perguntei a ela se queria dinheiro. Ela não respondeu. Nós a dominados e chamamos imediatamente a polícia, que chegou em cinco minutos. Ela, friamente, negou envolvimento. Eu sabia que ela estava mentindo.
Na quinta-feira, Luciene Reis Santana contou à polícia que uma pessoa a ajudou a entrar na casa da menina . A informação é de Neide Reis, mãe da assassina, que acompanhou o depoimento de cerca de quatro horas da filha. O nome do cúmplice, porém, não foi revelado. Por recomendação da polícia, Neide prefere manter a identidade do suspeito em sigilo. O cúmplice da acusada é peça-chave para desvendar o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, em Duque de Caxias. Após ser retirada de casa, a menina, que completaria 7 anos no próximo dia 13, foi morta num quarto de hotel. ( Assista ao vídeo liberado pela polícia que mostra a menina com a amante do pai )


Mais de 400 pessoas foram nesta quinta-feira ao enterro da menina no Cemitério Belém, no Corte 8, em Duque de Caxias . O clima era de forte emoção e revolta. Andrea Azeredo, mãe de Lavínia, parecia entorpecida. Desesperado, o pai da menina, Rony dos Santos de Oliveira, não conseguia caminhar e foi amparado por quatro amigos. A chegada dele ao cemitério foi acompanhada de cochichos.
Luciene, que precisou passar a noite numa sala isolada na Polinter de Magé, para evitar que fosse agredida por outras presas, foi transferida na manhã de quinta para o Complexo Penitenciário de Gericinó. Policiais disseram que a acusada é uma pessoa fria e calculista. Segundo o delegado assistente Luciano Zahar, da 60ª DP (Campos Elíseos), a crueldade da presa é ainda maior do que havia sido apurado inicialmente. Em depoimento na delegacia, ela contou que sufocou e depois estrangulou a menina .

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/03/03/avos-da-menina-lavinia-contam-detalhes-do-crime-923939374.asp

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Notícias » Brasil » Brasil Sobe para 58 o nº de cidades em situação de emergência em SC

Enxurrada atingiu pelo menos 62 municípios de Santa Catarina
Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra

A Defesa Civil de Santa Catarina informou que o número de municípios em situação de emergência por causa das chuvas passou para 58 na tarde desta terça-feira. Os últimos municípios a entrarem na relação foram Balneário Barra do Sul, Bom Jardim da Serra, São João do Sul, São Martinho e Santa Rosa do Sul. Ao todo, 68 cidades catarinenses foram atingidas pela enxurrada, que afetou 906.531 pessoas.
De acordo com o levantamento, 23.997 pessoas estão desalojadas (abrigadas por parentes ou amigos) e 1.926 desabrigadas (acolhidas em abrigos públicos). Pelo menos cinco pessoas morreram, sendo três em Florianópolis, uma em Jaraguá do Sul e outra em Massaranduba. Outras 162 ficaram feridas. O órgão informou ainda que 22.553 residências foram danificadas e, em várias cidades, os serviços de abastecimento de água, energia elétrica e comunicações foram afetados.
Além das cidades em situação de emergência, o Estado contabiliza também um município em estado de calamidade pública, Mirim Doce, que concentra 900 famílias desabrigadas e pelo menos 115 feridos. Na segunda-feira o governador Raimundo Colombo vistoriou as localidades atingidas pela enxurrada na cidade e afirmou que vai viajar a Brasília na quarta-feira para solicitar o apoio do governo federal para atender os municípios de Santa Catarina.
Segundo a Defesa Civil, o tempo instável deve permancer nos próximos dias no Estado, porém com volumes de chuva bem menos intensos que os registrados entre os dias 18 e 22 de janeiro.

Fonte: Terra

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Condutor de ciclomotor é obrigado portar a CNH


A condução de ciclomotor (até 50 cilindradas) só pode ser feita por quem é habilitado legalmente com a Carteira Nacional de Habilitação (CTB), categoria “A”, ou a Autorização para Condução de Ciclomotor (ACC), ambas emitidas pelo Detran. Por isso, é obrigatório portar a CNH Categoria “A” ou a ACC e o uso do capacete.
Quem for abordado por equipes de fiscalização de órgãos executivos de trânsito conduzindo ciclomotor sem habilitação ou ACC e sem capacete terá o veículo apreendido e rebocado para o depósito do Detran. O procedimento para obtenção desses dois documentos é idêntico: matrícula em Centro de Formação de Condutores (CFC) ou autoescolas, pagamento de taxas com os mesmos valores e a frequência de aulas com a mesma carga horária. A única diferença é que o candidato faz o exame prático em uma moto (a partir de 125 cilindradas), para CNH categoria “A”, e em ciclomotor para a ACC.
Os ciclomotores, conhecidas como cinquentinhas, não têm registro obrigatório no Detran, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro. A legislação de trânsito determina ainda que esse tipo de ciclomotor não pode circular em vias de trânsito rápido, como em rodovias federais (BRs) e estaduais (CE's). Por isso, sua circulação é restrita à zona urbana.
O Código de Trânsito Brasileiro(CTB), estabelece ainda que aPrefeitura Municipal pode regular a circulação de veículos com tração animal, humana ou motor até 50 cilindradas, procedendo o registro desses três tipos de veículos. Caso o gestor municipal decida por fazer esse registro, bicicletas, carroças e ciclomotores passariam a circular com placas concedidas pelo poder público municipal.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bebê de seis meses é resgatado depois de ficar soterrado por 15 horas com o pai em Nova Friburgo


Um bebê de seis meses foi salvo dos escombros no centro de Nova Friburgo na noite desta quarta-feira.  As informações são do site G1.
A criança foi resgatada junto com o pai Wellington. Mesmo soterrados, o homem ficou mais de 15 horas abraçado no filho.
O menino foi resgatado por bombeiros e não sofreu ferimentos. Nicolas estava vestido com apenas uma blusa e não chorou em nenhum momento.
Os envolvidos no resgate vibraram.
— Agradeço a Deus. Isso é um milagre — disse Ademilson Guimarães, avô do bebê, que ficou bastante emocionado.
O bebê foi encaminhado por pediatras para o Hospital Raul Sertã. O pai da criança também foi resgatado e passa bem. Os dois estavam na casa da sogra de Wellington, que segue desaparecida, assim como a mulher dele, mãe do bebê.

Chuva espalha destruição no Rio de Janeiro


Rio de Janeiro - As chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro mataram no total 257 pessoas desde terça-feira (11). Em Teresópolis, a cidade mais atingida, morreram 130 pessoas no que o governo do estado chegou a descrever como a maior tragédia da história da cidade. Em Nova Friburgo, morreram 107 pessoas, de acordo com o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Em Petrópolis, os mortos são vinte, parte deles no distrito de Itaipava.
A infra-estrutura da região foi atingida com severidade. Houve falta de luz, telefone e transporte nas três cidades. Bairros inteiros ficaram isolados e só na noite desta quarta-feira (12) equipes de resgate começaram a dar conta da catástrofe em algumas das áreas mais atingidas. Em um desses esforços, foi resgatado com vida, sem arranhões, um bebê de seis meses de idade em Friburgo.
Oitocentos homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros tentam localizar desaparecidos em Teresópolis. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva como a maior catástrofe da história de Teresópolis. Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído, disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.
A prefeitura designou dois abrigos para receber desabrigados: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas. Os desalojados na cidade são 1280 e os desabrigados, 960.
Os bairros mais atingidos em Teresópolis foram Bonsucesso, Caleme e Biquinha. Também registraram vítimas Poço dos Peixes, Vale Feliz, Fazenda da Paz, Posse, Paineiras, Jardim Serrano, Parque do Imbuí, Granja Florestal e Barra do Imbuí, Pessegueiros e Salaquinho.
Nova Friburgo - Em Nova Friburgo, a maior parte das vítimas morava no bairro de Conselheiro Paulino. A chuva forte deixou a cidade sem sinal de telefonia, sem luz e sem transporte nesta quarta (12). À tarde, moradores perambulavam pela cidade cheia de lama sem saber o que fazer. O ginásio de uma escola estadual é usado como necrotério.
Na vizinha Petrópolis, o cenário é semelhante. No distrito de Itaipava, a água atingiu dois metros e meio de altura em alguns pontos da região. Uma escola no distrito abriga 30 famílias desalojadas.
A Defesa Civil da prefeitura de Petrópolis explica que toda vez que chove muito nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, a água que desce da serra provoca o transbordamento do rio Santo Antônio, causando os alagamentos.
Em resposta a um pedido do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a Marinha colocou à disposição dois helicópteros (um Esquilo e um Super Puma) para o transporte de pessoal e equipamentos dos bombeiros. Esses helicópteros se juntam a outros cinco do governo do estado na missão de carregar equipes e equipamentos serra acima.
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, está na Região Serrana acompanhando o trabalho de resgate a vítimas. Cabral visita a região na quinta.
Na noite de ontem, a presidente Dilma Rousseff assinou uma medida provisória que destina R$ 780 milhões para os municípios do Rio de Janeiro e São Paulo atingidos pelas chuvas. Hoje, ela vai sobrevoar de helicóptero a região fluminense.
Na tarde de ontem, o secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, anunciou que o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, e o programa Morar Seguro, do governo do estado, vão oferecer cerca de 1,4 mil casas para as famílias desabrigadas pelas chuvas na região serrana.
Minc sobrevoou de helicóptero, hoje à tarde, os municípios de Teresópolis, Friburgo e Petrópolis. Segundo ele, 15 frentes de ações emergenciais foram abertas para garantir soluções à catástrofe que atingiu a região.
De acordo com Minc, em Teresópolis são cerca de 2 mil famílias desabrigadas, sendo que 200 já foram atendidas com aluguel social. As demais serão recebidas em bairros vizinhos e por programas de habitação dos governos estadual e federal.
O município de Nova Friburgo montou um hospital de campanha, ao lado da prefeitura, para atender às vitimas. Até as 16h, 20 pessoas com ferimentos leves ou em estado de choque haviam sido medicadas. Entre os mortos estão três bombeiros que foram soterrados. Outros três bombeiros foram resgatados com vida e um quarto bombeiro continua desaparecido.
Em Friburgo, os moradores estão sem luz, água e gás. O transporte coletivo também não funciona e o acesso à cidade pelas estradas está prejudicado por causa da queda de barreiras. Os trechos obstruídos foram parcialmente liberados para a passagem dos carros de socorro e resgate. A chuva parou e durante toda a tarde moradores tentavam contabilizar os prejuízos, retirando lama de casas e o que sobrou de móveis.

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